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sábado, 8 de junho de 2013
eterno circular.
O equilíbrio está onde o desequilíbrio começa. Dos nervos aflorados, uma brincadeira de gangorra entre o eu posso e eu não posso. Um ponto fixo, um pendulo, um prego, uma balança com pesos diferentes, o teso, o que paira, o harmônico, o desafinado, o fervente, o parado. O equilíbrio vem sempre depois. A calma só vem depois. Depois que o choro cessa, depois que a dor aguda finda e quando tudo acaba, quando o silencio vira muralha, tudo recomeça. É nessa parte que você começa a acreditar que o equilíbrio está onde o desequilíbrio começa.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Desordeiros sentimentais.
Você veio na hora errada e ainda por cima acompanhada. Logo agora que minha casa anda tão bagunçada, tudo revirado, meio empoeirado, não podia ter chegado sem avisar! E veio. E entrou. E sentou. Quem não se assusta com com essas invasões nada sutis? Situações esperadas, que de forma inesperada, chegam e sentam no sofá, se apossam do controle remoto e põe os pés na mesinha de centro. Como se já não bastasse a minha bagunça, eis que chega você e a sua... Ou seriam as suas? A casa ficou pequena e esse caos que se amontoa tem tomado mais tempo e atenção do que de fato merece. Por que agora? Por que na minha casa? Não basta minha bagunça?
domingo, 19 de maio de 2013
só pra você saber.
Depois de tantos anos e meses e dias e horas e tudo mais, eu ainda gosto de você.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
A pior
Por cada uma eu fiz uma besteira.
Pela primeira fui fiel durante cincos longos e pesados anos sem sequer ter beijado a boca.
Pela outra que hoje só guardo um sentimento incompreendido, nem conto os meses perdidos...
Por uma, risquei no pulso com faca quente, coisa de gente apaixonada e sem limites, a inicial no punho esquerdo. Olho pra letra em forma de meia lua e me bate uma melancolia sem tamanho.
Mas de todas as besteiras, ter amado quando não havia mais tempo pra amar foi a pior.
Pela primeira fui fiel durante cincos longos e pesados anos sem sequer ter beijado a boca.
Pela outra que hoje só guardo um sentimento incompreendido, nem conto os meses perdidos...
Por uma, risquei no pulso com faca quente, coisa de gente apaixonada e sem limites, a inicial no punho esquerdo. Olho pra letra em forma de meia lua e me bate uma melancolia sem tamanho.
Mas de todas as besteiras, ter amado quando não havia mais tempo pra amar foi a pior.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
roseira morta.
chore.
chore muito.
chore o dobro do que eu chorei.
chore até achar que está limpa e ver que ainda está suja
e então chore o triplo!
fique em ruínas.
ponha sua cadeira velha no fundo do poço que um dia foi meu
e sente com seu choro entalado.
com seu choro velado.
com seu choro apertado e estrangulador.
não se reconheça, amargue, renegue e só durma depois que o cansaço e a fadiga tripudiarem na sua carcaça cor-de-meu-ódio.
fume quantos cigarros quiser.
beba tudo que for etílico.
ande pelos piores bares.
e chore.
chore por não ter respostas prontas e certas para todas aquelas suas perguntas existenciais e idiotas.
passe por tudo que eu passei.
se for capaz, sinta tudo o que eu senti
e chore.
chore muito.
chore o dobro do que eu chorei.
chore até achar que está limpa e ver que ainda está suja
e então chore o triplo!
fique em ruínas.
ponha sua cadeira velha no fundo do poço que um dia foi meu
e sente com seu choro entalado.
com seu choro velado.
com seu choro apertado e estrangulador.
não se reconheça, amargue, renegue e só durma depois que o cansaço e a fadiga tripudiarem na sua carcaça cor-de-meu-ódio.
fume quantos cigarros quiser.
beba tudo que for etílico.
ande pelos piores bares.
e chore.
chore por não ter respostas prontas e certas para todas aquelas suas perguntas existenciais e idiotas.
passe por tudo que eu passei.
se for capaz, sinta tudo o que eu senti
e chore.
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