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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Intacto.

Sábado de manhã, e se meu relógio não estiver enganado, são onze horas e um minuto. Desde ontem que eu sinto uma saudade boa de ti. Engraçado como escutar qualquer coisa de Belchior faz voltar no tempo, e lembrar das tarde em que a gente sentava na tua sala e conversava sobre coisas bobas, mas que faziam todo sentido e muito mais do que sentido, te faziam rir e rir e rir. Era uma delícia! Eu sentia tua risada na pele, eu te sentia dentro de mim. Quente e forte. Era amor e eu não sabia. Ai, amormeuzinho... Tanto tempo depois e ainda me pego a sentir saudades tua e daquilo que a gente viveu lá pelos anos de dois mil e onze. A gente começou com data pra terminar, acho que isso tava escrito em algum lugar e nós esquecemos de ler ou não soubemos ler. Eu, particularmente. A bolsa do Guimarães Rosa, as tardes perto do Moreira Campos, os beijos sob os olhos de Machado de Assis... Eu tenho tudo guardado aqui. Tudo intacto. É amor. Depois de tanto tempo, de tantos desencontros, talvez eu tenha achado o que precisava achar: o sentindo real do que é amar. É ver suas fotos e ficar feliz e rir da foto do teu sorriso e dançar com a foto que te tem dançando e me pegar ninando quem ainda estar por vir.


"Quando eu desapareci
Ela arranjou um amante
Minha normalista linda
Ainda sou estudante
Da vida que eu quero dar"

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Alguma coisa sobre tanto faz.

[1]
Eu me disponho, corro perigo, atravesso meio mundo em plena tarde de domingo.
E entre farpas e briguinhas bobas, eis que surge um beijo na boca.
Nas mãos, no pescoço, na ponta do nariz, entre suas pernas. Eu realmente estava ali.
[2]
Levanta a sobrancelha esquerda, põe meio sorriso na boca entreaberta, mexe no cabelo e olha pra mim com desdém. Solta um suspiro, balança a cabeça sinalizando um não, levanta da cama e dá uma ordem sem sequer falar ou gesticular. Fica implícito que acabou ali. Sem insistência, por favor.  Desliga o som, acende a luz. Hora de ir embora.
[3]
As segundas-feiras tem como missão, desde que o mundo é mundo, de colocar tudo que desandou durante o final de semana, no seu devido lugar. Então nós caímos de cara na boa e velha rotina, desejando que no fim desse dia renovador, nossas lembranças sejam apagadas. Se bem que tanto faz pro tanto que nada fez...




sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Metáforas.

Não.
Eu não vou segurar sua mão e leva-la aonde você deve ir
E também não vou lhe ensinar o certo e o errado
Essas coisas vem naturalmente, quase que como um instinto... Não precisa de tutoria.
O discernimento faz parte do caráter.
Sinto muito por não ter ajudado
Tive que me retirar antes que meus sapatos ficassem mais sujos
Essa lama na porta da sua vida é o problema e só existem dois caminhos:
Sujar os sapatos ou meia volta volver!






sábado, 2 de novembro de 2013

Por causa de ontem.

Realmente me incomoda o fato de você estar sentado na mesa do lado. Eu tinha planos de só esbarrar em você daqui pra nunca, sabe. Nós fizemos muito bem o papel de estranhos ontem a noite. E fizemos melhor ainda o papel de estranhos conscientes da (re)aproximação indesejada. Eu sei que você não está feliz, eu sei mais do que ninguém que tudo ai dentro tá te roendo e remoendo dia e noite, noite e dia. Às vezes quando paro pra pensar no tempo, nas pessoas, nas chances de ser feliz, no amor próprio, em tudo que você perdeu pra tá onde tá - diga-se de passagem no fundo do poço - dá uma pena.
Um amigo disse que essa pena é sinal de nobreza da minha parte, outro deixou bem claro que a pena pertence a galinha e não a mim. Sorri. No fim, ah, no fim... No fim você desconta em trabalho, em cerveja, em partidas de sinuca e em conversas vazias, essas frustrações que parecem te sufocar a cada hora extra. Sonhei com você essa noite. Mas não foi nada real até porque você nunca admitiria que errou, que foi traído pelo (único?) (melhor?) amigo, muito menos que foi largado pela pessoa que o fez esperar dois anos pra cuspir de novo na sua cara.
Qual a sensação? Só queria saber qual a sensação de saber que seu "único e melhor" "amigo" sentava e ria das piadas asquerosas que o" seu motivo de espera" fazia enquanto beijava outra boca que não era a sua. Nunca foi sua. Aquela boca suja é do mundo, acorda! Um dia desses eu tava vendo um seriado ai e ouvi uma coisa que me lembrou você. Era um diálogo entre dois personagens que amavam a mesma mulher e um dizia ao outro "Meu coração está com você, mas nós dois sabemos que ela é uma fodida da cabeça". Talvez não seja uma situação muito apropriada ao nosso tempo, mas a parte do "fodida da cabeça" me lembrou muito você. Uma pessoa completamente fo-di-da da cabeça. Minha vontade era  que você conseguisse evoluir. Parece que sempre tem alguma coisa que segua seu pé e não te deixa seguir em frente.
O seu mundo limitado, hermético... Merda... quem sou eu pra dar lição de moral?! No fim, eu só queria que você soubesse que eu entendo. Entendo sem aceitar, mas entendo. Essas coisas são difíceis mesmo. Tudo que te expulsa da zona de conforto é uma agressão benigna ou maligna, mas isso depende exclusivamente de você. Engraçado que eu escrevo essas coisas e me pergunto por raios eu ainda me importo! Você não pensou duas vezes antes de jogar as nossas coisas pro alto e sair correndo em busca de merda (?).
Nada mais justo e merecido já que "do pó nascestes ao pó voltará". Troca pó por merda e não condiciona ao nascimento a culpa de estar onde está. Peninha parece que adivinhou quando escreveu "não tem revolta não, só quero que você se encontre". Casa com o que eu sinto, casa com o que se passa. Tomara que você se encontre, que consiga se livrar dessa corja de gente falsa que te rodeia. E dessa vez, quando abrir o olho e lembrar das perdas e das traições, lembra também de seguir em frente.
Continua fazendo sua parte. Ignora minha existência, não deve ser tão difícil. Estamos quites.