Vi todos os anúncios que colocaste. Eu aqui de baixo olhava ansioso, tu, o copo de café e a luz da manhã lá em cima da torre alta. Mas os tais não eram pra mim e tu ai de cima, tão imerso em outros sentimentos, não foste capaz de enxergar que o anúncio com a foto mais bonita fora posto procurando a pessoa errada. Ver-te assim, debruçado na sacada, dias após dia, esperando por alguém que nunca vem me entristece. Sou eu quem sempre te espera, que se sempre se põe a tua disposição, eu que sempre me ponho aos teus pés... Esse anúncio está errado - Desce já dessa sacada e vem me encontrar abaixo do sétimo andar.
+MAIS
domingo, 24 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Preso.
A boca quer falar, mas não consegue.
O olho quer ver, mas não pode.
O dedo quer tocar, mas não alcança.
Anda em círculos, de cabeça baixa.
É que nada parece ter mudado de uns tempos pra cá.
Esse passado ainda é presente.
O olho quer ver, mas não pode.
O dedo quer tocar, mas não alcança.
Anda em círculos, de cabeça baixa.
É que nada parece ter mudado de uns tempos pra cá.
Esse passado ainda é presente.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Além do que se vê.
"Sei que a tua solidão me dói
E que é difícil ser feliz
Mais do que somos todos nós
Você supõe o céu
Sei que o vento que entortou a flor
Passou também por nosso lar
E foi você quem desviou
Com golpes de pincel"
sábado, 2 de outubro de 2010
Pontas que marcam.
Não sei ver as horas em relógios de ponteiro.
Acho até melhor, pelo menos eu não me preocupo com a hora e me divirto com o tic-tac compassado.
Não saber ver as horas em relógios de ponteiro talvez não seja um defeito, acho que até que é uma vantagem. Contar o tempo é meio estressante, não é mesmo? Detesto limitar as coisas. Tempo não é pra ser limitado. Meu minuto não dura sessenta segundos... Dura o quanto eu acha que deve. Meu tempo é eterno, é breve, é pouco, é muito. Meu tempo é meu. E eu não preciso que me contem, a cada segundo, que horas são, que horas vão ser, que horas foram. Deixa.
Acho até melhor, pelo menos eu não me preocupo com a hora e me divirto com o tic-tac compassado.
Não saber ver as horas em relógios de ponteiro talvez não seja um defeito, acho que até que é uma vantagem. Contar o tempo é meio estressante, não é mesmo? Detesto limitar as coisas. Tempo não é pra ser limitado. Meu minuto não dura sessenta segundos... Dura o quanto eu acha que deve. Meu tempo é eterno, é breve, é pouco, é muito. Meu tempo é meu. E eu não preciso que me contem, a cada segundo, que horas são, que horas vão ser, que horas foram. Deixa.
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