Por cada uma eu fiz uma besteira.
Pela primeira fui fiel durante cincos longos e pesados anos sem sequer ter beijado a boca.
Pela outra que hoje só guardo um sentimento incompreendido, nem conto os meses perdidos...
Por uma, risquei no pulso com faca quente, coisa de gente apaixonada e sem limites, a inicial no punho esquerdo. Olho pra letra em forma de meia lua e me bate uma melancolia sem tamanho.
Mas de todas as besteiras, ter amado quando não havia mais tempo pra amar foi a pior.
+MAIS
sexta-feira, 10 de maio de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
roseira morta.
chore.
chore muito.
chore o dobro do que eu chorei.
chore até achar que está limpa e ver que ainda está suja
e então chore o triplo!
fique em ruínas.
ponha sua cadeira velha no fundo do poço que um dia foi meu
e sente com seu choro entalado.
com seu choro velado.
com seu choro apertado e estrangulador.
não se reconheça, amargue, renegue e só durma depois que o cansaço e a fadiga tripudiarem na sua carcaça cor-de-meu-ódio.
fume quantos cigarros quiser.
beba tudo que for etílico.
ande pelos piores bares.
e chore.
chore por não ter respostas prontas e certas para todas aquelas suas perguntas existenciais e idiotas.
passe por tudo que eu passei.
se for capaz, sinta tudo o que eu senti
e chore.
chore muito.
chore o dobro do que eu chorei.
chore até achar que está limpa e ver que ainda está suja
e então chore o triplo!
fique em ruínas.
ponha sua cadeira velha no fundo do poço que um dia foi meu
e sente com seu choro entalado.
com seu choro velado.
com seu choro apertado e estrangulador.
não se reconheça, amargue, renegue e só durma depois que o cansaço e a fadiga tripudiarem na sua carcaça cor-de-meu-ódio.
fume quantos cigarros quiser.
beba tudo que for etílico.
ande pelos piores bares.
e chore.
chore por não ter respostas prontas e certas para todas aquelas suas perguntas existenciais e idiotas.
passe por tudo que eu passei.
se for capaz, sinta tudo o que eu senti
e chore.
quinta-feira, 28 de março de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
viajante em latim
em que parte da minha vida eu comecei a gostar de você?
queria lembrar quando foi, como foi e o motivo.
fecho o olho e abro o olho, penso e repenso, mas nada de respostas,
apenas perguntas!
eu nem sei ao certo do que você gosta, nem com quem anda...
mal decorei sua voz e nem sei o que diabos eu vi em você.
toda errada, prepotente, cheia de si, metida, soberba, apresentada,
fútil, grossa e mais um bocado qualidades do gênero.
tem alguma coisa no seu jeito, na sua ruindade.
alguma coisa que me cega, me enerva!
e então você me olha, me põe na boca, mastiga, mastiga, mastiga e cospe.
mais do que qualquer um, sei bem que essa história sem começo certo, vai me levar a um final que eu já conheço - e como!
não faltam motivos pra que eu me afaste,
bem mais do que eu já estou...
mas é inevitável.
me disponho a dar um passo pra trás, tentando fugir desse acaso sem motivo que é gostar de ti
e acabo dando dois passos na sua direção.
e eu que era tão incrédula, cética e meia!
- essa porra de amor a primeira vista é a maior mentira, isso não existe! nunca existiu!
até parece...
minha vã filosofia ruiu que nem um muro velho.
de um jeito chulo, mas com todas as letras, eu me lasquei e nem sei como, nem quando!
a vida tem dessas... quando eu mais precisava de sossego, de paz, de viver o meu momento,
eis que me surge, como uma chuva inesperada, você.
queria lembrar quando foi, como foi e o motivo.
fecho o olho e abro o olho, penso e repenso, mas nada de respostas,
apenas perguntas!
eu nem sei ao certo do que você gosta, nem com quem anda...
mal decorei sua voz e nem sei o que diabos eu vi em você.
toda errada, prepotente, cheia de si, metida, soberba, apresentada,
fútil, grossa e mais um bocado qualidades do gênero.
tem alguma coisa no seu jeito, na sua ruindade.
alguma coisa que me cega, me enerva!
e então você me olha, me põe na boca, mastiga, mastiga, mastiga e cospe.
mais do que qualquer um, sei bem que essa história sem começo certo, vai me levar a um final que eu já conheço - e como!
não faltam motivos pra que eu me afaste,
bem mais do que eu já estou...
mas é inevitável.
me disponho a dar um passo pra trás, tentando fugir desse acaso sem motivo que é gostar de ti
e acabo dando dois passos na sua direção.
e eu que era tão incrédula, cética e meia!
- essa porra de amor a primeira vista é a maior mentira, isso não existe! nunca existiu!
até parece...
minha vã filosofia ruiu que nem um muro velho.
de um jeito chulo, mas com todas as letras, eu me lasquei e nem sei como, nem quando!
a vida tem dessas... quando eu mais precisava de sossego, de paz, de viver o meu momento,
eis que me surge, como uma chuva inesperada, você.
quarta-feira, 6 de março de 2013
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