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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Você não estava lá quando o professor fez a chamada

Você não foi e o ar gelado do ar condicionado quase me congelou vivo. Meus olhos não desgrudaram da porta um minuto sequer. A única coisa que ainda me mantinha ali dentro era a vontade que você entrasse a qualquer momento. Passou a primeira aula, a segunda e nada.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

A palavra do dia é recomeço.

Então foi isso: eu tinha um emprego bem legal. Tinha chegado, finalmente, numa posição ótima, com um salário ótimo. Pra quem tinha minha idade e a experiência quase que mínima, eu tava praticamente no emprego dos sonhos de uma galera!
 Só que de repente fui lá e *pa* joguei tudo pro alto! (acho que foi a maior loucura que fiz na vida até hoje!)
Deixei um mundo construído com muita dedicação e afinco, pra ir atrás de um sonho que, hoje eu vejo, nem era muito meu... Mas essa coisa chamada vida tá aí pra isso, pra mostrar e fazer todo mundo aprender, nem que seja namarra, que as vezes a gente se apropria, acredita e leva muito a sério o que não é tão sério assim (ai depois quando para pra ver já foi, tarde demais, au revoir, mon amour)...
A consequência disso tudo foi a óbvia. O que tinha tudo pra dar errado, deu errado. E foi muuuuito errado meeeeesmo! Foi a lapada na cara seguida de um desabamento geral, interno e externo.
Hoje, quase cinco meses depois dessa doidera, imensa desordem, arrependimento e muito aprendizado, to aqui recomeçando ou pelo menos tentando. To encarando como um "faz parte do processo de evolução" e agradecendo (ao universo, vai saber, né) por tá aqui inteirinha da silva sauro pra poder refazer, com a mesma dedicação e afinco de antes, meu caminhozinho suado (de novo!)
É vida que segue, né? Pois então umbora fazendo! (((:

quarta-feira, 6 de abril de 2016

E ai...

Eu sempre tenho dúvidas antes de sair.
Pra onde ir, com quem ir, se vai valer a pena, se devo beber e fumar.
Hoje eu queria ter saído, planejei o tênis, as coisas na mochila e o cigarro.
Mas pra onde a gente vai quando não se tem pra onde ir?

terça-feira, 29 de março de 2016

nulo.

Não cabe mais nas roupas de outrora. Não que tenha engordado, emagrecido ou algo assim.
Simplesmente não cabe. Nenhuma roupa lhe serve mais. E os cabelos que seguem constantemente desgrenhados, cobrindo a vista... O andar desengonçado, as mãos e pés desproporcionais. É algo entre o absurdo e o normal. Fazem seis dias que não vai às aulas e mais de mês que não dorme uma noite completa. Acho que se pudesse definhava numa cama ou se ainda andasse, preferiria cadeiras de roda ou moletas. Uma capa de invisibilidade também seria de grande valia. O primeiro pensamento é sempre por que raios amanheceu vivo. Morrer não assusta, nunca assustou. O único pedido, além da morte, é claro, é que seja indolor. É que já basta a dor de ter vivido esse tempo todo sem propósito, não precisa sofrer mais e nem fazer os outros sofrerem mais também. Ainda tem quem diga que é egoísta, mas o que de fato é, é fardo, é peso morto, é o zero a esquerda...

sexta-feira, 25 de março de 2016

MMXVI

Eu mal sabia contar de 1 a 3 quando ela já escrevia o nome completo, sem que lhe segurassem a mão, e falava com a boca miúda "meu nome é... e eu sou filha do seu... e da dona...". Quem poderia imaginar que 20 anos depois eu iria encontra-la, com 24, no meio de uma aula de dança?

Quando a ponta do meu nariz  encontrou seu ombro, eu quis morar naquele instante.