+MAIS

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Não posso.

Eu ensaiei três dias.
Enumerei os pontos negativos e positivos, escrevi argumentos, trabalhei possíveis respostas para possíveis perguntas. Ia por o ponto final com categoria, à altura.
Mas não consegui. Faltou coragem, faltou força...
É que a culpa tá na sua voz, no seu jeito de sorrir, no seu olhinho apertado, na sua carinha de sono... Tá em mim, tá em você.
Como se não fosse bastar, eu, meio sem jeito, só conseguia dizer "tá"... Só saía "tá"!
Eu bem que queria ter coragem pra dizer que você não merece tanto desprezo e indecisão, mas quem sou eu?! Sou só mais um no meio de tantos!
Queria, nessas horas, ser egoísta...
Nem me pergunto mais o porquê de ser assim, aceitar que me levem o pouco que tenho... Já nem dói mais perder ou roubarem.
Eu, eu não consigo acreditar no que você diz. Não é bem conseguir, é não querer mesmo!
Enfim, acabou o que nem bem começou.
Acabou, ponto final.
Não da pra esconder a decepção, a frustração e o pesar... Eu só queria... É... Eu-"só"-queria... Não posso mais querer nada, porque você não me pertence e nun-ca me pertenceu.
Acabou, ponto final.
“Hoje eu voltei pra casa de cabeça baixa, tentando achar pelo chão os restinhos de um coração esquartejado"

domingo, 6 de setembro de 2009

casa bagunçada

Eu poderia escrever textos quilométricos ou cartas infinitas, mas não.
Tudo que eu poderia escrever alguém já escreveu e pôs melodia.
Recorta ali, cola aqui. Junta tudo e dá um terço do que eu quero dizer...

"Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
e quando levou foi pra eu merecer
antes um mês e eu já não sei
e até quem me vê lendo jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei, mas de você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho? Ss vezes, sté parece que você já tinha
O meu manual de instruções
Porque você decifra os meus sonhos
Porque você sabe o que eu gosto
E porque quando você me abraça
O mundo gira devagar e eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Eu não sei parar
De te olhar... Meu pobre coração não vale nada.
Anda perdido não tem solução,
mas se você quiser ser minha namorada
vamos tentar, não custa nada.
Até pode dar certo, ai ai.
E se não der certo eu pego um avião,
Vou pra Xangai e nunca mais eu volto pra te ver. Juro que Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz do que qualquer mortal
Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil, é estranho. Quem diria... Entre tantos outros
Entre tantos séculos
Que sorte a nossa heim?
Entre tantas paixões
Esse encontro nós dois esse amor"

Na confusão da profusão nota-se que algo está confudido, meio perdido, buscando um ponto fixo: o nexo.
Mas está na intenção que faz a ação, o gesto reprimido, de tentar por em ordem a casa bagunçada.
Enquanto eu espero você pra por ordem, eu fico cantarolando assim, meio sem sentido juntando os cacos e nunca esquecendo, o que de fato, eu quero dizer.

sábado, 5 de setembro de 2009

breu

Eu atiro no escuro, eu me lanço no escuro, eu te espero no escuro, eu adormeço no escuro...
É tão incerto quanto intenso.
As vezes penso que não vai dar em nada, mas eu não posso fugir.
Não que eu não possa, eu não quero... essa é a verdade.
e mais uma vez eu atiro no escuro, eu me lanço no escuro, eu te espero no escuro, eu adormeço no escuro...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Manda!

Desisto.
Eu não sei se é brincadeira, se é sério... Não consigo entender!
Um dia nem pára pra falar, no outro já vem com tudo.
Fazer só pra confundir, só pode!
E eu besta ainda entro no clima... Maldita carne fraca!
Preciso pensar. Sinto cheiro de confusão pro meu lado x.x
Alguém me manda pra China, please?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Cria-n-cinha

Perdeu o encanto.
Ficou preto e branco.
Merece o desprezo.
E não terão impulsos e nem cervejas a mais.
Chegou ao final sem sequer ter fim.