Não.
Eu não vou segurar sua mão e leva-la aonde você deve ir
E também não vou lhe ensinar o certo e o errado
Essas coisas vem naturalmente, quase que como um instinto... Não precisa de tutoria.
O discernimento faz parte do caráter.
Sinto muito por não ter ajudado
Tive que me retirar antes que meus sapatos ficassem mais sujos
Essa lama na porta da sua vida é o problema e só existem dois caminhos:
Sujar os sapatos ou meia volta volver!
+MAIS
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
sábado, 2 de novembro de 2013
Por causa de ontem.
Realmente me incomoda o fato de você estar sentado na mesa do lado. Eu tinha planos de só esbarrar em você daqui pra nunca, sabe. Nós fizemos muito bem o papel de estranhos ontem a noite. E fizemos melhor ainda o papel de estranhos conscientes da (re)aproximação indesejada. Eu sei que você não está feliz, eu sei mais do que ninguém que tudo ai dentro tá te roendo e remoendo dia e noite, noite e dia. Às vezes quando paro pra pensar no tempo, nas pessoas, nas chances de ser feliz, no amor próprio, em tudo que você perdeu pra tá onde tá - diga-se de passagem no fundo do poço - dá uma pena.
Um amigo disse que essa pena é sinal de nobreza da minha parte, outro deixou bem claro que a pena pertence a galinha e não a mim. Sorri. No fim, ah, no fim... No fim você desconta em trabalho, em cerveja, em partidas de sinuca e em conversas vazias, essas frustrações que parecem te sufocar a cada hora extra. Sonhei com você essa noite. Mas não foi nada real até porque você nunca admitiria que errou, que foi traído pelo (único?) (melhor?) amigo, muito menos que foi largado pela pessoa que o fez esperar dois anos pra cuspir de novo na sua cara.
Qual a sensação? Só queria saber qual a sensação de saber que seu "único e melhor" "amigo" sentava e ria das piadas asquerosas que o" seu motivo de espera" fazia enquanto beijava outra boca que não era a sua. Nunca foi sua. Aquela boca suja é do mundo, acorda! Um dia desses eu tava vendo um seriado ai e ouvi uma coisa que me lembrou você. Era um diálogo entre dois personagens que amavam a mesma mulher e um dizia ao outro "Meu coração está com você, mas nós dois sabemos que ela é uma fodida da cabeça". Talvez não seja uma situação muito apropriada ao nosso tempo, mas a parte do "fodida da cabeça" me lembrou muito você. Uma pessoa completamente fo-di-da da cabeça. Minha vontade era que você conseguisse evoluir. Parece que sempre tem alguma coisa que segua seu pé e não te deixa seguir em frente.
O seu mundo limitado, hermético... Merda... quem sou eu pra dar lição de moral?! No fim, eu só queria que você soubesse que eu entendo. Entendo sem aceitar, mas entendo. Essas coisas são difíceis mesmo. Tudo que te expulsa da zona de conforto é uma agressão benigna ou maligna, mas isso depende exclusivamente de você. Engraçado que eu escrevo essas coisas e me pergunto por raios eu ainda me importo! Você não pensou duas vezes antes de jogar as nossas coisas pro alto e sair correndo em busca de merda (?).
Nada mais justo e merecido já que "do pó nascestes ao pó voltará". Troca pó por merda e não condiciona ao nascimento a culpa de estar onde está. Peninha parece que adivinhou quando escreveu "não tem revolta não, só quero que você se encontre". Casa com o que eu sinto, casa com o que se passa. Tomara que você se encontre, que consiga se livrar dessa corja de gente falsa que te rodeia. E dessa vez, quando abrir o olho e lembrar das perdas e das traições, lembra também de seguir em frente.
Continua fazendo sua parte. Ignora minha existência, não deve ser tão difícil. Estamos quites.
Um amigo disse que essa pena é sinal de nobreza da minha parte, outro deixou bem claro que a pena pertence a galinha e não a mim. Sorri. No fim, ah, no fim... No fim você desconta em trabalho, em cerveja, em partidas de sinuca e em conversas vazias, essas frustrações que parecem te sufocar a cada hora extra. Sonhei com você essa noite. Mas não foi nada real até porque você nunca admitiria que errou, que foi traído pelo (único?) (melhor?) amigo, muito menos que foi largado pela pessoa que o fez esperar dois anos pra cuspir de novo na sua cara.
Qual a sensação? Só queria saber qual a sensação de saber que seu "único e melhor" "amigo" sentava e ria das piadas asquerosas que o" seu motivo de espera" fazia enquanto beijava outra boca que não era a sua. Nunca foi sua. Aquela boca suja é do mundo, acorda! Um dia desses eu tava vendo um seriado ai e ouvi uma coisa que me lembrou você. Era um diálogo entre dois personagens que amavam a mesma mulher e um dizia ao outro "Meu coração está com você, mas nós dois sabemos que ela é uma fodida da cabeça". Talvez não seja uma situação muito apropriada ao nosso tempo, mas a parte do "fodida da cabeça" me lembrou muito você. Uma pessoa completamente fo-di-da da cabeça. Minha vontade era que você conseguisse evoluir. Parece que sempre tem alguma coisa que segua seu pé e não te deixa seguir em frente.
O seu mundo limitado, hermético... Merda... quem sou eu pra dar lição de moral?! No fim, eu só queria que você soubesse que eu entendo. Entendo sem aceitar, mas entendo. Essas coisas são difíceis mesmo. Tudo que te expulsa da zona de conforto é uma agressão benigna ou maligna, mas isso depende exclusivamente de você. Engraçado que eu escrevo essas coisas e me pergunto por raios eu ainda me importo! Você não pensou duas vezes antes de jogar as nossas coisas pro alto e sair correndo em busca de merda (?).
Nada mais justo e merecido já que "do pó nascestes ao pó voltará". Troca pó por merda e não condiciona ao nascimento a culpa de estar onde está. Peninha parece que adivinhou quando escreveu "não tem revolta não, só quero que você se encontre". Casa com o que eu sinto, casa com o que se passa. Tomara que você se encontre, que consiga se livrar dessa corja de gente falsa que te rodeia. E dessa vez, quando abrir o olho e lembrar das perdas e das traições, lembra também de seguir em frente.
Continua fazendo sua parte. Ignora minha existência, não deve ser tão difícil. Estamos quites.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Se desfaça.
Não me empolgo mais com suas indas. Você não fica.
É um vem e vai sem fim, dessincronizado, entediante, instável.
Antes eu esperava, eu contava cada segundo e até me ocupava com mil coisas só pra não enlouquecer de ansiedade.
Era como se cada chegada sua trouxesse luz, som, cheiro.
Era você chegar e eu conseguir despir meus olhos e ver que sim, havia vida, mas só enquanto você estivesse ali.
E de repente você ia embora.
Sem muitas explicações. Apenas ia porque estava com a cabeça cheia.
Os seus problemas, as suas confusões, os seus desgastes.
Não me importava de conviver com eles. O que me irritava de verdade era que por conta deles você se ia.
E ia levando tudo que trazia. A luz. O som. O cheiro.
Só uma coisa ficava: um vazio.
A casa de dois cômodos se transformava em um enorme buraco negro. Sugando minha paz, minha força, minha vontade.
Mas no fundo eu me confortava na certeza que você iria voltar. Como sempre.
Dos retalhos que sobravam de mim, a cada vinda e ida sua, eu fiz uma colcha.
Nada é eterno. A costura se desfez.
Suas chegadas ficaram mais sem graça. Na verdade acho que me acostumei com a rotina de me despedaçar e me refazer dia sim, dia não.
Não me empolgo mais com suas vindas. Você não fica.
Vá de vez. Se faça esse favor.
É um vem e vai sem fim, dessincronizado, entediante, instável.
Antes eu esperava, eu contava cada segundo e até me ocupava com mil coisas só pra não enlouquecer de ansiedade.
Era como se cada chegada sua trouxesse luz, som, cheiro.
Era você chegar e eu conseguir despir meus olhos e ver que sim, havia vida, mas só enquanto você estivesse ali.
E de repente você ia embora.
Sem muitas explicações. Apenas ia porque estava com a cabeça cheia.
Os seus problemas, as suas confusões, os seus desgastes.
Não me importava de conviver com eles. O que me irritava de verdade era que por conta deles você se ia.
E ia levando tudo que trazia. A luz. O som. O cheiro.
Só uma coisa ficava: um vazio.
A casa de dois cômodos se transformava em um enorme buraco negro. Sugando minha paz, minha força, minha vontade.
Mas no fundo eu me confortava na certeza que você iria voltar. Como sempre.
Dos retalhos que sobravam de mim, a cada vinda e ida sua, eu fiz uma colcha.
Nada é eterno. A costura se desfez.
Suas chegadas ficaram mais sem graça. Na verdade acho que me acostumei com a rotina de me despedaçar e me refazer dia sim, dia não.
Não me empolgo mais com suas vindas. Você não fica.
Vá de vez. Se faça esse favor.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Por mim
Eu to tentando manter a calma e fazer com que nada fuja do controle. Do meu controle. Por mim eu ia até onde tu mora, mesmo sem saber, só pra te olhar. Onde foi que a gente se perdeu? Eu quero te ligar, quero saber do teu dia, perguntar se tu comeu direito, se dormiu bem. Mas eu não posso… Na verdade, eu não devo. Essa coisa de ficar fantasiando que tu volta e que isso é fase, ta acabando comigo… Então eu me afasto e tento ficar o mais indiferente possível. Confesso que vontade não me falta, mas que é melhor assim.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Não pergunta como eu tô, sério. Se isso nem faz diferença pra ti e só me faz acreditar em algo parecido com nós dois, não pergunta. Também não precisa vir falando em amizade. Não quero ser só um amigo com quem tu desabafa no fim do dia. Ainda tem jeito de remendar esse troço que se partiu quando a gente desligou o telefone há uns sete meses atras… mas eu não posso fazer isso sozinho. Então volta, segura na minha mão e diz que vai ficar tudo bem de novo. A gente sempre se deu bem, a gente se escutava, se falava, se queria e hoje parece que isso tudo ficou perdido lá atras, no meio de um monte de verbo conjugado no passado que, do fundo do meu coração, só queria que fossem no presente. Se ainda existe alguma coisa ai dentro de ti, nem que seja um sentimento meio empoeirado, traz que eu te ajudo a limpar, traz que a gente ajeita essa bagunça sem pressa. Me deixa fazer diferente.
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