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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Some.

Talvez você não saiba, mas
Houve um tempo
Antes mesmo de nós, onde o
Impossível era nada e que
Sobre os ombros não existia peso.

Dentro de mim
Entre eu e você.

Voltamos de mãos dadas
Almejando um futuro mais próximo
Sonhando com tanta coisa
Correndo contra nós mesmos
Observando os rostos
Negando os preconceitos
Colidindo com outros corpos
Entregando mais do que podíamos
Lembrando apenas do que éramos
Ontem e anteontem e
Sempre.

Leia meus lábios
Onde foi que rompemos, apartamos de vez?
Para onde nós vamos? Me leva contigo?
Eu preciso de você. Não
Suma.

Dois mil e tantos

Tu tá do outro lado da rua.
Daqui de onde tô fico tentando descobrir desde o teu perfume, até o número que tu calça.
Eu acho que tu cheira a capim-limão e teu all star deve ser, no máximo, tamanho trinta e seis.
E esse vento que bagunça teu cabelo, e, vez ou outra, quer levantar teu vestido? Eu fico aqui rindo de canto, meio disfarçado, esperando a gente acontecer.

Dias teus no Trairi

Meu amor, como não ver a grandeza das coisas no espelho fino dos teus olhos? Quando tu foi passear pelo Trairi, no fim do mês que passou, e trouxe de lembrança alguns retratos teus, eu fiquei pensando no tanto de tempo que faz desde aquele dia em que eu fui a praia contigo. Foi lá que tu enterrou alguma coisa que a gente tinha começado, lembra? Eu chorei de um jeito que quase enchi um outro mar. Mas isso é passado, talvez. Passou pra ti?
Meu amor, preciso te dizer que tua imagem fica mais bonita sob o sol e teu cabelo, mais comprido, ficou ótimo. Tem um monte de palavra que eu queria escrever, dizer, mas agora, vendo esses teus retratos, eu só consigo ficar parado, meio com a boca aberta, sabe... É, depois de tantos acontecidos eu admito que ainda sou doido por ti. Mas isso é passado, talvez, e não... Não passou pra mim.
Meu amor, eu queria me ver no castanho do teu olho. Eu queria me reencontrar na tua pele morena, no teu cabelo, no teu cheiro de Tânia. Eu queria gastar o pouco de tempo que me sobra no fim do dia contigo.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Medo 01

Consigo suportar sua existência, mas não sei lidar com sua ausência aguda. Eu não quero perder tempo, não quero gastar minha vida do lado de outro alguém. Sinto que estamos cada vez mais longe. Pertencemos a planetas diferentes, mas moramos na mesma cidade. Quando vou esbarrar em você? Quando nossos planetas irão colidir? Eu tenho medo de você.

domingo, 5 de julho de 2015

Alguma carta perdida, talvez.

Bam, volto a te escrever. Eu sinto falta da sua pressa, da sua agonia, da sua vontade de querer sempre o impossível. Eu sinto falta de dos seus dentes, das suas unhas, do seu cabelo, do seu olho, da sua voz... E principalmente do seu cheiro. Ainda é difícil pra mim. A conformação em não ter conseguido ser bom o sufience parece não chegar nunca. Os dias não passam, as horas enganchem e quanto mais desculpas pra fugir eu tento inventar, mais eu finco meus pés no teu chão. Já não tenho notícias suas há tempos. Isso dói. E se tivesse dado certo? Se eu tivesse feito mais? Se minhas pernas tivesse conseguido realmente te alcançar? Você virou minha vida, cruzou todas as fronteiras imagináveis, transformou todas as linhas em tênues. Fui eu, Bam... Foi tudo culpa minha. As coisas desandam dia após dia e eu só penso que talvez isso vire uma constante, se é que já não é, entende? Nunca vai existir outra pessoa. Nunca. Depois de você, os outros serão sempre os outros. Bam, se você soubesse de tudo isso, se pelo menos tivesse um pingo de noção, o que faria?

Ps. Eu te espero com a sede de um andarilho em pleno deserto.

Do teu eterno,
Eu.