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sexta-feira, 6 de março de 2009

Orgulho meu!



Runf... E ainda tem gente que descrimina o nordestino!
Eu vou começar assim. É a mais pura v
erdade, viu?!
Era pra ter postado aqui ontem, mas cheguei só o trapo da faculdade (pra variar...)

Pois bem, pra quem não sabe ou soube, ontem foi o centenário de Patativa do Assaré ( O Grande), poeta daqui, de minha terrinha quente que só.

"Filho do agricultor Pedro Gonçalves da Silva e de Maria Pereira da Silva, Patativa do Assaré veio ao mundo no dia 9 de Março de 1909. Criado num ambiente de roça, na Serra de Santana, próximo a Assaré , seu pai morrera quando tinha apenas oito anos legando aos seus filhos Antônio, José, Pedro, Joaquim, e Maria o ofício da enxada, "arrastar cobra pros pés" , como se diz no sertão."

Humilde, agricultor e nordestino. Patativa fez das dificuldades poesias, poemas, canções e repentes.

Fez parceria com Os grandes: Luiz Ganzaga, Fagner, Elba Ramalho, entre outros.
Soube ser feliz numa terra de quase ninguém.
Estudado em faculdades de todo o Bra
sil e fora também!
Tive o prazer de estudar, obrigatoriamente, Patativa no ano passado. Confesso que é cansativo, o homem é
fera demais! Mas a historia de vida simples desse nordestino cativa e orgulha todo mundo que mora por aqui.

E o bocado de título que ele tem?!
  • 1979 - Homenageado pela programação cultural do encontro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, SBPC, em Fortaleza
  • 1982 - Recebe o diploma de “Amigo da Cultura”, outorgado pela Secretaria da Cultura do Estado, pela “decidida atuação a favor do aprimoramento cultural do Ceará”
  • 1982 - Cidadão de Fortaleza, título aprovado pela Câmara Municipal
  • 1987 - Recebe a “Medalha da Abolição”, pelos “relevantes serviços prestados ao Estado
  • 1989 - Cariri Ceará - Doutor Honoris Causa pela Universidade Regional de Cariri
  • 1989 - Inauguração da rodovia “Patativa do Assaré”, com 17 km, ligando Assaré a Antonina do Norte
  • 1991 - Enredo da Escola Acadêmicos do Samba, de Fortaleza[]
  • 1995 - Fortaleza Ceará - Prêmio do Ministério da Cultura na categoria Cultura Popular entregue pelo Presidente da República Fernando Henrique Cardoso no Teatro José de Alencar
  • 1998 - Recebe, dia 22 de maio, a “Medalha Francisco Gonçalves de Aguiar”, do Governo do Estado do Ceará, outorgada pela Secretaria de Recursos Hídricos
  • 1999 - Assaré Ceará - Inauguração do Memorial Patativa do Assaré
  • 1999 - Título de Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual do Ceará - UECE
  • 1999 - Título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Ceará - UFC
  • 1999 - Prêmio Unipaz, VII Congresso Holístico Brasileiro, Fortaleza, dia 20 de outubro
  • 2000 - Na festa dos 91 anos, recebe o título de Cidadão do Rio Grande do Norte
  • 2000 - Título de Doutor Honoris Causa da Universidade Tiradentes, de Sergipe
  • 2001 - Terceiro colocado na eleição do “Cearense do Século”, promovido pelo Sistema Verdes Mares de Comunicação (o vencedor foi Padre Cícero).
  • 2001 - Recebe o troféu “Sereia de Ouro”, do Grupo Edson Queiroz, no Memorial Patativa do Assaré, dia 28 de setembro
  • 2002 - Prêmio FIEC, "Artista do Turismo Cearense", Fortaleza
  • 2003 - Prêmio UniPaz, V Congresso Holístico de Crianças e Jovens, Fortaleza
  • 2005 - Inauguração da "Biblioteca Pública Patativa do Assaré", Piauí
  • 2004 - Título EFESO "Cidadão Empreendedor"(Escola de Formação de Empreendedores Sociais)
  • 2004 - Troféu MST (Homenageado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra)
  • 2005 - Homenageado com Medalha Ambientalista Joaquim Feitosa
  • 2005 - Inauguração da "Biblioteca Pública Patativa do Assaré", Vila Nova, Piauí
  • 2005 - Título de Doutor Honoris Causa da Universidade (?), Mossoró, Rio Grande do Norte,
E olha que isso tá meio desatualizado!
Pode fechar a boca agora, tá?!

"Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece e procura vencer.
Da terra querida, que a linda cabocla
De riso na boca zomba no sofrer
Não nego meu sangue, não nego meu nome
Olho para a fome, pergunto o que há?

Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
Sou cabra da Peste, sou do Ceará."

O mais legal de tudo, é a forma de escrita que ele utiliza. Do mesmo modo que fala e escuta, reproduz.
Talvez ele nem soubesse, mas estava sendo bem conteporaneo para o seu tempo.


"Na condição de herdeiro da tradição nordestina, os primeiros esboços da obra de Patativa do Assaré, improvisações e encomendas, conforme ressaltamos, são marcados pelo aspecto lúdico e comemorativo: poemas de circunstância, ligados aos acontecimentos sociais, religiosos, em relação direta com o presente, únicos e efêmeros: festas de Santos, casamentos, aniversários. Poesia improvisada a partir de um esboço tradicional, poesia repetitiva por suas formas e temas, personalizada em função de seu destinatário. Poesia declamada ou cantada, ela participa plenamente da vida da comunidade: “age falando, cantando, representando, dançando no meio do povo, nos terreiros das fazendas, nos pátios das igrejas nas noites de “novena”, nas festas tradicionais do ciclo do gado, nos bailes do fim das safras de açúcar, nas salinas festas dos “padroeiros”, potirum, ajudas, bebidas nos barracões amazônicos, espera de “Missa do Galo”; ao ar livre, solta, álacre, sacudida, ao alcance de todas as críticas de uma assistência que entende letra e música, todas as gradações e mudanças do folguedo...”

Patativa morreu em 2002.
Mas ainda é homenageado e reconhecido por seus méritos.
Deixou saudades e boas lembranças!

"RECONHECIMENTO


Senador quer instituir 2009 como o ano do poeta de Assaré
Assaré. Antes da festa pelos 165 anos de nascimento do Padre Cícero Romão Batista, na segunda quinzena de março, Juazeiro do Norte renderá homenagens ao poeta popular Patativa do Assaré. Uma programação conjunta foi elaborada pela
s secretarias de Turismo, Cultura e Educação. “Patativa do Assaré Sorbone” é o tema da programação.

Tramita no Senado Federal, em Brasília, projeto de lei de autoria do senador Inácio Arruda, propondo a insti
tuição de 2009 como Ano Nacional Patativa do Assaré. Entre as obras musicais mais conhecidas do poeta, Inácio Arruda registra “A triste partida”, gravada em 1964 por Luiz Gonzaga, que constitui “um verdadeiro tratado sociológico, econômico e psicológico da saga do migrante, com uma conclusão profética e ousada para a época: é triste o nortista/ tão forte e tão bravo/ viver como escravo/ no Norte e no Sul”."

Auto de data, Patativa trocou a enxada pelo violão.
Sabia mais de 100 poemas de cor e salteado. Lançou livro, vinil, CD e cordel.
Fez e acontece e até hoje ninguém o e
squeceu! (é tão contagiante que dá até vontade de rimar também!)

Há alguns dias está passando um documentario sobre de Patativa.
Com duração de 84 min. e direção de
Rosemberg Cariry
, o documentario mostra o cotidiano do poeta. Obra e autor, familia, amigos, trabalho na roça, citação de poemas e muito mais. Quem morar por aqui nao perca! Quem nao morar, dê um jeito de conseguir, vale a pena! Tem peça teatral também! Pra quem gosta de teatro, tá em exibiçao a peça ''Cordeis e outros poemas'', inspirado no livro, homonimo, do poeta. É isso aí!

Links de pesquisa:
http://www.facom.ufba.br/pexsites/musicanordestina/patati.htm

http://www.palavrarte.com/artigos/artigos_sylviedebs.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Patativa_do_Assar%C3%A9

quarta-feira, 4 de março de 2009

"Qual é minha esquerda, já que eu não sou direita?"


Quanto mais eu cresço, como pessoa, e amadureço, eu vejo que tudo, ou quase tudo, se encaminha pra um rumo ignorado, que eu não sei...
É melhor prosseguir?
É melhor para aqui mesmo?
Sigo pra esquerda ou pra direita?
Qual é minha esquerda, já que eu não sou direita?
Ninguém explica, ninguém conduz.
Sou eu por eu mesma e pronto...
E enquanto isso, quanto mais eu cresço, como pessoa, e amadureço, eu vejo que tudo, tudo mesmo, não passa de uma incerteza gigante!
O almoço de amanha, o programa do sábado a noite, a viagem das ferias, o companheirismo dos amigos, a fidelidade de quem a gente ama, a verdadeira intenção de quem se aproxima, se além do horizonte, realmente, existe um lugar bonito e tranquilo...
Essas coisas do cotidiano, coisas banais, mas que são incerteza e que se for parar pra refletir, não refletem nada.
Nem presente e nem futuro.
Nada.
Até onde vai?...

terça-feira, 3 de março de 2009

até que ponto?


As vezes assim, meio que do nada, eu vejo que eu tenho um dom.
E vejo também que esse dom tem dois lados.
Nem sei se posso chamar isso de dom, sabe...
Desapego com os objetos ou com as pessoas, seria dom?
Acho que em parte seria sim.
É meio difícil se apegar a alguém nesses tempos de desapego, onde ficar é mais importante, pra alguns, do que um namoro sério (entendeu o exemplo?).
Isso séria desapego com sentimentos, com pessoas.
Se fosse dar um um exemplo de desapego com objetos, o mais clichê seria soltar balões e deixa-los ir aonde o vento levasse.
Mas isso é muito bobinho pra se tomar como exemplo...
O meu desapego, as vezes, me ajuda a superar algumas coisas, ou até mesmo passar por cima delas...
Porém, em alguns casos, me prejudica.. E bastante!
Dom?! Dom não, é desapego mesmo...

segunda-feira, 2 de março de 2009

n...e...w...


Hoje, honestamente, foi decepcionante...
Primeiro dia de faculdade.
Eu imaginava algo como um trote bem maluco, pessoas interessantes, um dia bem diferente de todos.
Pelo contrario...
Nada de trote, muita gente com cara de 'nerd', uma banda daquelas bem antigas, com trompete, tumba e tudo mais...
Depois teve um a apresentação do coral, mil coordenadores e reitores e blábláblá, e um 'city tour' pela faculdade.
Até aí tudo bem, o coral era engraçado, a bandinha tocando música natalina (juro! bizarro, né?), descobri, hoje, que só tem UM, eu disse UM menino na minha sala (HHAHAHAHAHA)...
Muita coisa junta e misturada...
Acordei cedo, peguei o ônibus, um calor desgraçado!
Frustração... Instituto Federal... Frustração...
Pega-se um ônibus pra voltar, lotaaaadissimo e mais uma vez um calos desgraçado!
Enfim, nada do que eu esperava, a não ser pelo ônibus mais que entupido.
Espero que amanha seja melhor (é que eu espero do fundo do meu coração!)
Ah, e pra completar tudo, ainda choveu ¬¬'

domingo, 1 de março de 2009

E por falar em...

E nesse domingo tão chuvoso, tão frio, eu me fiz um questionamento: Por qual motivo não se debate a politica, como se debate o futebol, a religião, o Big Brother e outras coisas mais?!
Um assunto tão importante, mas tão desinteressante, vale ressaltar, não merecia ficar tão esquecido (de proposito ou não (?)) assim.
Mas fazer o que, se a Francine e a Mirla estão no paredão?! E mais, Brasil contra Argentina no futebol de areia?! E mais ainda, por quê as igrejas evangélicas estão em todos os cantos?!?!?!
É... tem coisa mais interessante pra se indagar em um domingo chuvoso..